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Marcelo Armani (Brasil)

Marcelo Armani (Brasil)

13.07.2022

JUNTAR

Marcelo Armani es artista sonoro, técnico de sonido, compositor y músico electroacústico brasileño. Su trayectoria incluye la producción de piezas e instalaciones compuestas tanto por la síntesis como por la manipulación sonora de grabaciones de campo. Su investigación reside en la práctica escultórica del sonido a partir de la composición de capas, la inmersión en el grano sonoro y el relato del entorno acústico cotidiano. Su práctica parte de procesos experimentales, utilizando cintas magnéticas, superficies amplificadas, sintetizadores analógicos y digitales controlados por interfaces de iPad como herramientas de expansión de tiempo y espacio, sugiriendo volúmenes, texturas y densidades. Armani ha realizado una serie de muestras, residencias y conciertos en países de América Latina, Europa, África y América del Norte. Actualmente vive y trabaja en la ciudad de Canoas, RS, Brasil.


Descripción del concierto:

Juntar (port)... unir/juntar diferentes cosas poniéndolas en contacto a través de diferentes

materiales o medios. De estos sentimientos y significados parte el título de este concierto. Una

forma de reunir, aunque sea de forma virtual, algunos de los compositores y artistas sonoros

brasileños a partir de las investigaciones y experimentos de cada uno. En esta transmisión

entramos en contacto con este tejido sonoro y visual propuesto en el universo de Alessandra

Bochio y Felipe Merker, Dúo Teia, Felipe Vaz, Janete El Haouli, Marcelo Armani, Marco

Scarassatti, May HD, Paulo Vivacqua, Renata Roman, Mariana Carvalho y Thelmo Cristóvam.


Programa


1. Marcelo Armani

Concerto pra Cocho

Peça Sonora, 3’55’’

2014

Esa pieza es un collage de una experiencia sonora aplicada sobre los locales utilizados para

alimentar el ganado que en portugués es “Cocho”. Específicamente, busque por sonidos que

producidos con un arco de violín aplicado sobre la extremidades de las hojas de metal que

sirven de techo a ese local. El proceso de grabación lo hice utilizando micrófonos de contactos

y um par de shotguns puestos abajo del techo. Los 3min y 55s, resumen un total de más de

1h15min de investigaciones y búsquedas sonoras. A lo largo de la pieza se puede percibir las

distintas frecuencias, texturas y rítmicas que sumadas componen un universo muy particular.


2. Andrea May HD

Matafantasma

Peça Sonora, 5’46’’

2022

Andrea May é artista visual e sonora, curadora independente e doutoranda em Artes Visuais

pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Criada especialmente para a edição Perspectivas

Sonoras 2022 do Centro Mexicano de Músicas e Artes Sonoras – CMMAS, esta peça foi

composta

essencialmente por fragmentos de gravações de discos de vinil preparados e/ou

intencionalmente manuseados para destruição dos hinos nacionais enquanto representação

distópica de um país de apagamentos e sob um governo mal assombrado.


3. Alessandra Bochio e Felipe Merker

Transduções [excertos, 2019]

Performance Audiovisual, 3’04’’

2019

Felipe Merker Castellani é artista multimídia, pesquisador e professor. Suas pesquisas atuais

têm como ponto central o estudo de epistemologias contra-coloniais e suas possibilidades de

entendimento e desdobramento no campo das artes. Como artista desenvolve instalações

interativas, videoinstalações e performances audiovisuais em parceria com artistas de diversas

áreas. É mestre e doutor em música na área de Processos Criativos junto ao Instituto de Artes

da Unicamp, e bacharel em composição musical pela Faculdade Santa Marcelina.


Alessandra Bochio é artista, pesquisadora e professora do Departamento de Artes Visuais do

Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Doutora em Artes

Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da ECA/USP. Mestre em Artes pela Universidade

Estadual Paulista IA/UNESP. Bacharel em Artes Plásticas pelo IA/UNESP, Licenciatura Plena em

Arte pelo Centro Universitário Belas Artes. Realizou estágio de pesquisa na Université

Sorbonne Nouvelle Paris 3. Como artista se dedica a trabalhos colaborativos na realização de

performances e instalações audiovisuais.


4. Janete El Haouli

Sinfonia dos Sapos

Peça Sonora (excerto), 7’03’’

Essa peça sonora, essa paisagem sonora aqui apresentada, é um excerto de uma gravação com

duração bem maior (24m 52s). É uma ‘sinfonia dos sapos in natura.’ Apenas meus ouvidos e o

microfone participaram dessa ação. Escuto essa peça como música, como jogos sonoros, como

sons que dialogam e se articulam em diferentes camadas, timbres, texturas, alturas,

densidades, ritmos. É importante ressaltar que o mais importante é a nossa atitude enquanto

escutamos. E essa atitude é ou pode ser provocada pelo desejo de escutar os sons que estão

ao nosso redor de diferentes modos e sob diferentes perspectivas. Para mim, isso é música

porque música é tudo aquilo que escutamos com a intenção de se escutar como música.


5. Marco Scarassatti

Sobre o que Esta Antes do Tempo

Peça Sonora/Composição, 7’00’’

2020

Sobre o que Esta Antes do Tempo faz parte do álbum que completa o processo iniciado com a

construção da escultura sonora Exu, ligada à cosmovisão iorubá e, em particular, com este

Orixá, entidade crucial nos rituais do candomblé afro-brasileiro, o mensageiro entre dois

mundos, o guardião da vida energia. Marco fez a escultura a partir de objetos-encontrados

relacionados ao Orixá combinando madeira e metal tradicionais amplificados por microfones

de contato ao qual são acrescentadas cabaças com sementes e conchas do mar, tudo

conectado a um par de alto-falantes chegando a interpretar a função do Igbá no ritual através

de uma forma de som.


6. Duo Teia

Teia

Audiovisual, 5’15’’

Vídeo: Caetano Tola

O duo TEIA é formado por Inés Terra (vozes) e Julia Teles (theremin e vozes). As artistas

trabalham juntas desde 2017 e se interessam pela relação entre dispositivos eletrônicos e

vozes, em processos improvisados e composicionais, explorando os limites das possibilidades

dos instrumentos. Em 2019 TEIA gravou seu primeiro álbum que foi lançado em junho de 2020

pelo selo RKZ Records.


7. Paulo Vivacqua

Radiopolyphony

Peça Sonora, 5’06’’

2003


A multi-channel composition broadcast on the internet and the radio spectrum over a period

of six weeks. Peter Lasch, Federico Marulanda, Kelvin Park,and Paulo Vivacqua, in

collaboration with THING.FM.vEach sound channel is broadcast over a different radio

frequency or internet stream, and is composed so that it can be heard either independently or

mixed. The piece is not accessible to any audience as a whole. Instead, it provides a structure

that can be adapted to conditions that vary from the private to the public; what the listener

hears depends on which channels can be accessed at any particular time or place. The four

voices, composed by Paulo Vivacqua.


8. Renata Roman

Nada

Peça Sonora, 4’11’’

2020

Renata Roman é uma artista independente brasileira. Atualmente baseada em Havana, Cuba.

Pesquisa a poética do som e da escuta e suas relações com a memória, o espaço e a

visualidade. Seu trabalho transita por instalações, arte de rádio, gravações de campo, colagens

e música experimental. Criadora do São Paulo Sound Map (SPSoundMap).


9. Mariana Carvalho

Piano Habitat

Performance

2019

Nasci em São Paulo, Brasil, 1994. O piano é meu instrumento desde os oito anos de idade,

além de ponto de partida para a improvisação livre, música experimental, arte sonora, música

contemporânea, performance e experimentos com o corpo, eutonia, dança, voz. Fiz

bacharelado em piano na Universidade de São P aulo (2013-17). Faço parte do NuSom, Núcleo

de Pesquisas em Sonologia da Universidade de São Paulo (2017- ), da rede Sonora - músicas e

feminismos sonora (2016 - ), da Orquestra Errante, grupo de improvisação livre (2013 - ) e do

Duo Submerso com Daniel Grajew. Participarei do programa de residências de Q-O2 em

agosto/setembro de 2019, em Bruxelas, Bélgica. Em 2018 participei por dois meses do

programa de residências do Centro Negra - AADK Spain, em Blanca, Murcia, Espanha; da

residência de formação do XII Festival Tsonami Arte Sonoro em Valparaíso, Chile; do Escape

Art Lab, residência-laboratório de dança contemporânea, música contemporânea e

improvisação em Tescani, Romênia.


10. Thelmo Cristovam

Aço

Peça Sonora/Free Improv, 7’42’’

2003

Free improvised based electroacoustic composition (Acoustic guitar and objects). The title

and the atmosphere are inspired from “Iron Foundry” by Alexander Mosolov. The composition

was intended to be from na alien soundscape in an imaginary place, called Õstrõ Hyija. So, this

piece is the imaginary “field recording” from a foundry there. At the time of the

composition/recording, my grandmother was hospitalized and died soon. Since then, the work

is a complete scapism/isolation to another place.


11. Felipe Vaz

Juntos/as/xs/es

Performance/Audiovisual, 8’53’’

2021

Juntos/as/xs/es é uma investigação sobre o paradoxo entre a necessidade de ação coletiva

contra o autoritarismo no Brasil e não poder se reunir fisicamente durante a pandemia. Este

projeto foi encomendado pelo Festival Novas Frequencias (Brasil, 2021) e abriu uma chamada

aberta para jovens músicos brasileiros interpretarem uma partitura gráfica de Vaz. A partitura

é um objetivo metafórico comum a todos, apesar das diferenças pessoais, e os músicos foram

solicitados a tocá-la apenas com base na partitura do vídeo, sem ensaios em grupo ou mais

instruções.



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